Uso de cápsula vazia
A cápsula dura é uma forma farmacêutica utilizada quando o medicamento (ou qualquer outra substância de uso oral) que ela contém apresenta odor forte ou sabor desagradável que se deseja mascarar. Também é utilizada quando o medicamento tem uma textura difícil de ser acondicionada em comprimidos.
Normalmente, o produto ativo deve ser um pó seco, pois a gelatina se desintegra ao entrar em contato com a água; é possível colocar líquidos em uma cápsula dura, mas somente se incluídos em um substrato absorvente (aerosil por exemplo), ou imediatamente antes de engolir a cápsula (é o caso dos óleos essenciais).
No entanto, as cápsulas rígidas podem ser preenchidas com líquidos oleosos, mas apenas em ambiente industrial. É possível esconder em uma cápsula um produto menor, como um comprimido ou outra cápsula menor, por exemplo, para ensaios clínicos (conhecido como "duplo-cego").
Cápsulas duras especialmente tratadas "gastro-resistentes" ou com "revestimento entérico" permitem evitar a ativação de uma substância pela acidez estomacal, ou permitem obter uma liberação retardada, no intestino.
A cápsula rígida é, em geral, uma embalagem de fácil fabricação, com um material barato, daí seu sucesso em hospitais, farmácias e até mesmo entre particulares que preparam suas próprias misturas de plantas. Graças às diversas combinações de cores que permite, e à possibilidade de imprimir o logotipo e o número de referência, a cápsula rígida permite a personalização de um medicamento ou suplemento alimentar, com fins de marketing, por exemplo. Essa personalização também é útil para que os centros de controle de intoxicações reconheçam um produto em caso de intoxicação.
Há também muitos outros usos mais "exóticos" das cápsulas rígidas: por exemplo, elas são usadas para armazenar componentes eletrônicos ou fósseis de pequeno tamanho.












